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	<title>Arquivo de Disfunção erétil - My Urologia</title>
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	<description>Notícias atualizadas sobre saúde urológica, tratamentos e bem-estar masculino e feminino. Informação de confiança para uma vida com mais qualidade.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 05 Mar 2026 17:13:55 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Disfunção erétil - My Urologia</title>
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		<title>Disfunção erétil: dos sintomas ao tratamento – o papel decisivo da Medicina Geral e Familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 10:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Disfunção erétil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joana Matos Branco, especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenadora da USF Águas Livres, reflete sobre como a disfunção erétil é mais do que uma questão sexual. Além disso, afirma que o problema pode ser o primeiro sinal de outras doenças que se podem agravar se nada for feito. Leia o artigo de opinião. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Matos Branco</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenadora da USF Águas Livres, reflete sobre como a disfunção erétil é mais do que uma questão sexual. Além disso, afirma que o problema pode ser o primeiro sinal de outras doenças que se podem agravar se nada for feito. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disfunção erétil (DE) define-se como a incapacidade persistente ou recorrente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para uma vida sexual satisfatória. Segundo dados epidemiológicos estima-se que possa afetar até 30% dos homens com menos de 40 anos; 29% dos homens entre os 40 e 49 anos; 50% dos homens entre os 50 e 59 anos e 74% dos homens entre os 60 e 69 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a dificuldade de abordar o tema em consulta, a DE continua subdiagnosticada, sendo o médico de família (MF) um elemento essencial no seguimento desta condição clínica problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mitos e tabus na consulta&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica verificamos que muitos homens acreditam que a DE é uma consequência inevitável do envelhecimento, outros encaram-na como um “fracasso pessoal”, temendo o preconceito de problema no desempenho ou falta de masculinidade. Este receio conduz ao silêncio da parte do doente, atrasando o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel do médico de família</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta de Medicina Geral e Familiar, pela relação de proximidade e confiança construída ao longo do tempo, é o contexto ideal para abordar a questão, dando abertura ao doente para falar sobre o assunto, num ambiente seguro e de sigilo. Adicionalmente, o MF acompanha a história clínica, os fatores de risco e a dinâmica familiar do doente. Esta visão global permite identificar as causas, avaliar o impacto emocional e conjugal e oferecer uma intervenção clínica segura eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela continuidade de cuidados prestados, o MF é um elemento privilegiado para esclarecer dúvidas e receios, explicar a fisiopatologia e acompanhar o doente no processo de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Causas e patologias associadas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A DE pode ser o primeiro sinal de diversas patologias e condições clínicas:&nbsp;hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, doença aterosclerótica – doença arterial coronária, doença arterial periférica; epilepsia, doenças neurodegenerativas como doença de Parkinson ou esclerose múltipla, neuropatia periférica;&nbsp;patologia tiroideia, hipogonadismo, síndrome de Cushing; perturbação depressiva, da ansiedade e dependência de subtâncias; fármacos anti-hipertensores, antidepressivos, quimioterapia ou radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão psico-social do doente também deve ser abordada em consulta, sendo causas comuns de DE o conflito conjugal,&nbsp;<em>stress</em>&nbsp;laboral, desemprego, instabilidade financeira e doença do cônjuge ou filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento médico e o risco da automedicação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem da DE deve ser holística e a terapêutica adaptada a cada doente. Deve ser assegurada a alteração dos estilos de vida, tratamento das comorbilidades, revisão terapêutica crónica e apoio psico-social sempre que necessário. Adicionalmente, os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 são os fármacos de primeira linha, eficazes na grande maioria dos doentes e bem tolerados. Existem ainda opções terapêuticas locais e cirúrgicas a ser avaliadas em casos selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automedicação, frequentemente com produtos comprados&nbsp;<em>online</em>, acarreta riscos graves: existência de produtos não regulados ou adulterados, incerteza sobre os componentes do produto, interações medicamentosas graves e contraindicações que o doente desconhece. Assim, o MF desempenha um papel decisivo na prevenção, explicando os riscos existentes e desaconselhando ativamente o consumo destes produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seguimento regular em consulta é essencial para avaliar a eficácia e tolerabilidade da terapêutica instituída, avaliando os efeitos adversos e os resultados esperados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mensagem final</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A DE não deve ser vista apenas como problema sexual, mas como oportunidade para melhorar a saúde global do doente. O MF encontra-se numa posição privilegiada para a identificação precoce, orientação e tratamento, devolvendo autoestima, qualidade de vida e bem-estar ao doente. Mais do que normalizar o problema, na maioria das vezes é possível oferecer tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta com o MF é um espaço onde os receios de podem transformar em diálogo e onde o doente encontra tratamento eficaz, acompanhamento contínuo e verdadeira parceria terapêutica.</p>
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