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	<title>Arquivo de Opinião - My Urologia</title>
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	<description>Notícias atualizadas sobre saúde urológica, tratamentos e bem-estar masculino e feminino. Informação de confiança para uma vida com mais qualidade.</description>
	<lastBuildDate>Tue, 02 Jun 2026 14:56:51 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Opinião - My Urologia</title>
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		<title>Incontinência urinária em atletas de halterofilismo: O que os resultados revelam e o que ainda necessita de ser explorado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 14:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma prevalência superior a 60% e a ausência de associação com fatores de risco tradicionalmente reconhecidos colocam novos desafios à compreensão da incontinência urinária em atletas de halterofilismo. Neste artigo de opinião, as docentes da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Tâmega e Sousa Sofia Lopes, Alice Carvalhais, Ágata Vieira e Gabriela Brochado analisam [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Uma prevalência superior a 60% e a ausência de associação com fatores de risco tradicionalmente reconhecidos colocam novos desafios à compreensão da incontinência urinária em atletas de halterofilismo. Neste artigo de opinião, as docentes da Escola Superior de Tecnologias da Saúde do Tâmega e Sousa <strong>Sofia Lopes, Alice Carvalhais, Ágata Vieira e Gabriela Brochado </strong>analisam os resultados de um estudo recente e defendem uma abordagem clínica mais individualizada e livre de estigmas.<strong></strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudo recentemente publicado na revista Healthcare lança luz sobre um problema tantas vezes relegado: a incontinência urinária (IU) em mulheres que praticam halterofilismo. Os dados são inequívocos quanto à prevalência, mais de 60% das atletas inquiridas reportaram perdas involuntárias de urina durante os treinos. Um número que, por si só, justifica a atenção clínica e científica que o tema merece. Acresce que 36,9% das participantes obtiveram pontuação positiva na subescala de incontinência de esforço do <em>Urinary Symptom Profile</em>, o que evidencia que não estamos apenas perante episódios ocasionais e subjetivamente insignificantes, mas perante uma realidade clínica com expressão mensurável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que surpreende, no entanto, não é a prevalência já documentada noutros contextos desportivos, mas, a ausência de associações estatisticamente significativas com fatores de risco já identificados como: idade, índice de massa corporal, hábitos tabágicos e história obstétrica. Não esquecendo outros ainda pouco explorados como: o número de treinos semanais, carga máxima levantada ou mesmo a utilização do cinto de levantamento. Estas conclusões devem ser analisadas com a prudência que a ciência exige, que a IU nesta população não pode ser explicada pelas variáveis analisadas e que são necessários estudos mais aprofundados. Esta conclusão não diminuí a importância do estudo, pelo contrário, valoriza-o ao destacar um dos seus contributos mais honestos, pertinentes e cientificamente relevantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica em Fisioterapia, deparamo-nos frequentemente com a tentação de atribuir causalidade linear a fenómenos multifatoriais: o parto vaginal causa IU, o levantamento de cargas pesadas causa IU, a episiotomia protege ou, afinal, não protege. A saúde do pavimento pélvico é um construto complexo, influenciado por fatores neuromusculares, hormonais, comportamentais e psicossociais que raramente operam de forma isolada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do ponto de vista da intervenção em fisioterapia, as implicações são claras: a intervenção em atletas com IU não pode assentar em protocolos genéricos. Cada mulher representa um caso singular, com um historial de treino, obstétrico e neuromuscular que exige avaliação individualizada. O treino dos músculos do pavimento pélvico, amplamente sustentado pela evidência como intervenção de primeira linha, deve ser integrado de forma personalizada nas rotinas das atletas, contemplando a especificidade dos gestos técnicos do halterofilismo e os padrões respiratórios associados, nomeadamente a manobra de Valsalva. Não se trata de oferecer uma resposta-padrão a um diagnóstico, mas de co-construir, com a atleta, um plano de intervenção que respeite a sua fisiologia e os seus objetivos desportivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Importa também refletir sobre o silêncio que rodeia este tema nos contextos desportivos. Muitas atletas restringem o esforço, alteram a ingestão hídrica antes dos treinos ou abandonam progressivamente a prática desportiva sem nunca terem falado com um profissional de saúde sobre as suas perdas urinárias. O estigma associado à IU, ainda percecionada por muitas mulheres como inevitável ou vergonha, continua a ser uma barreira ao diagnóstico precoce e ao acesso à intervenção em fisioterapia. Cabe aos profissionais de saúde, e em particular aos fisioterapeutas que acompanham populações desportivas, criar espaços de comunicação seguros e proativos, onde este tema seja abordado de forma natural e desprovida de julgamento.</p>
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		<title>Disfunção erétil: dos sintomas ao tratamento – o papel decisivo da Medicina Geral e Familiar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 10:35:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Disfunção erétil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Joana Matos Branco, especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenadora da USF Águas Livres, reflete sobre como a disfunção erétil é mais do que uma questão sexual. Além disso, afirma que o problema pode ser o primeiro sinal de outras doenças que se podem agravar se nada for feito. Leia o artigo de opinião. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"><strong>Joana Matos Branco</strong>, especialista em Medicina Geral e Familiar e coordenadora da USF Águas Livres, reflete sobre como a disfunção erétil é mais do que uma questão sexual. Além disso, afirma que o problema pode ser o primeiro sinal de outras doenças que se podem agravar se nada for feito. Leia o artigo de opinião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disfunção erétil (DE) define-se como a incapacidade persistente ou recorrente de alcançar ou manter uma ereção suficiente para uma vida sexual satisfatória. Segundo dados epidemiológicos estima-se que possa afetar até 30% dos homens com menos de 40 anos; 29% dos homens entre os 40 e 49 anos; 50% dos homens entre os 50 e 59 anos e 74% dos homens entre os 60 e 69 anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dada a dificuldade de abordar o tema em consulta, a DE continua subdiagnosticada, sendo o médico de família (MF) um elemento essencial no seguimento desta condição clínica problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mitos e tabus na consulta&nbsp;</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica verificamos que muitos homens acreditam que a DE é uma consequência inevitável do envelhecimento, outros encaram-na como um “fracasso pessoal”, temendo o preconceito de problema no desempenho ou falta de masculinidade. Este receio conduz ao silêncio da parte do doente, atrasando o diagnóstico.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O papel do médico de família</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta de Medicina Geral e Familiar, pela relação de proximidade e confiança construída ao longo do tempo, é o contexto ideal para abordar a questão, dando abertura ao doente para falar sobre o assunto, num ambiente seguro e de sigilo. Adicionalmente, o MF acompanha a história clínica, os fatores de risco e a dinâmica familiar do doente. Esta visão global permite identificar as causas, avaliar o impacto emocional e conjugal e oferecer uma intervenção clínica segura eficaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela continuidade de cuidados prestados, o MF é um elemento privilegiado para esclarecer dúvidas e receios, explicar a fisiopatologia e acompanhar o doente no processo de tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Causas e patologias associadas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A DE pode ser o primeiro sinal de diversas patologias e condições clínicas:&nbsp;hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes mellitus, obesidade, doença aterosclerótica – doença arterial coronária, doença arterial periférica; epilepsia, doenças neurodegenerativas como doença de Parkinson ou esclerose múltipla, neuropatia periférica;&nbsp;patologia tiroideia, hipogonadismo, síndrome de Cushing; perturbação depressiva, da ansiedade e dependência de subtâncias; fármacos anti-hipertensores, antidepressivos, quimioterapia ou radioterapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dimensão psico-social do doente também deve ser abordada em consulta, sendo causas comuns de DE o conflito conjugal,&nbsp;<em>stress</em>&nbsp;laboral, desemprego, instabilidade financeira e doença do cônjuge ou filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Tratamento médico e o risco da automedicação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A abordagem da DE deve ser holística e a terapêutica adaptada a cada doente. Deve ser assegurada a alteração dos estilos de vida, tratamento das comorbilidades, revisão terapêutica crónica e apoio psico-social sempre que necessário. Adicionalmente, os inibidores da fosfodiesterase tipo 5 são os fármacos de primeira linha, eficazes na grande maioria dos doentes e bem tolerados. Existem ainda opções terapêuticas locais e cirúrgicas a ser avaliadas em casos selecionados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A automedicação, frequentemente com produtos comprados&nbsp;<em>online</em>, acarreta riscos graves: existência de produtos não regulados ou adulterados, incerteza sobre os componentes do produto, interações medicamentosas graves e contraindicações que o doente desconhece. Assim, o MF desempenha um papel decisivo na prevenção, explicando os riscos existentes e desaconselhando ativamente o consumo destes produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O seguimento regular em consulta é essencial para avaliar a eficácia e tolerabilidade da terapêutica instituída, avaliando os efeitos adversos e os resultados esperados.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mensagem final</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A DE não deve ser vista apenas como problema sexual, mas como oportunidade para melhorar a saúde global do doente. O MF encontra-se numa posição privilegiada para a identificação precoce, orientação e tratamento, devolvendo autoestima, qualidade de vida e bem-estar ao doente. Mais do que normalizar o problema, na maioria das vezes é possível oferecer tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A consulta com o MF é um espaço onde os receios de podem transformar em diálogo e onde o doente encontra tratamento eficaz, acompanhamento contínuo e verdadeira parceria terapêutica.</p>
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