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	<title>Arquivo de Atualidade - My Urologia</title>
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	<description>Notícias atualizadas sobre saúde urológica, tratamentos e bem-estar masculino e feminino. Informação de confiança para uma vida com mais qualidade.</description>
	<lastBuildDate>Thu, 20 Aug 2026 10:33:32 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Arquivo de Atualidade - My Urologia</title>
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	<item>
		<title>Esteroides anabolizantes associados a disfunção erétil e hipogonadismo em homens jovens</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/esteroides-anabolizantes-associados-a-disfuncao-eretil-e-hipogonadismo-em-homens-jovens/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 08:51:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O uso prolongado de esteroides anabolizantes androgénicos está associado a alterações hormonais, hipogonadismo e disfunção erétil em homens jovens, segundo uma revisão de revisões publicada na revista Actas Urológicas Españolas. O trabalho analisou seis revisões sistemáticas selecionadas a partir das bases de dados Medline, Scopus, PubMed, CINAHL, ScienceDirect e SPORTDiscus. Apesar de os autores assinalarem [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">O uso prolongado de esteroides anabolizantes androgénicos está associado a alterações hormonais, hipogonadismo e disfunção erétil em homens jovens, segundo uma revisão de revisões publicada na revista Actas Urológicas Españolas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O trabalho analisou seis revisões sistemáticas selecionadas a partir das bases de dados Medline, Scopus, PubMed, CINAHL, ScienceDirect e SPORTDiscus. Apesar de os autores assinalarem limitações metodológicas importantes (quatro revisões apresentaram um nível de confiança criticamente baixo na avaliação AMSTAR-2), os resultados mostraram conclusões consistentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A evidência disponível aponta para uma associação entre o uso prolongado de esteroides anabolizantes androgénicos e a redução dos níveis hormonais, incluindo a testosterona, bem como para alterações da função reprodutiva. Estes efeitos foram observados sobretudo em homens com idades entre os 28 e os 33 anos envolvidos em modalidades como halterofilismo, powerlifting e culturismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo os investigadores, a supressão da produção endógena de testosterona pode originar hipogonadismo hipogonadotrófico, manifestando-se por diminuição da libido, atrofia testicular e disfunção erétil. Em alguns casos, os efeitos podem persistir durante meses ou mesmo anos após a interrupção do consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores concluem que os esteroides anabolizantes parecem ter um impacto negativo na função erétil e na saúde reprodutiva masculina, defendendo o reforço das estratégias de sensibilização para os riscos associados à sua utilização, particularmente entre utilizadores não profissionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S2173578626000302">aqui</a>.</p>
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		<item>
		<title>Idade atrasa recuperação da continência após prostatectomia robótica</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/idade-atrasa-recuperacao-da-continencia-apos-prostatectomia-robotica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 20 Aug 2026 08:47:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A idade associa-se a uma recuperação mais lenta da continência urinária após prostatectomia radical assistida por robótica, mas não deve, por si só, excluir doentes idosos da opção cirúrgica. É a principal conclusão de um estudo que avaliou 144 homens submetidos a prostatectomia radical assistida por robótica. Os doentes foram distribuídos por três grupos etários: [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A idade associa-se a uma recuperação mais lenta da continência urinária após prostatectomia radical assistida por robótica, mas não deve, por si só, excluir doentes idosos da opção cirúrgica. É a principal conclusão de um estudo que avaliou 144 homens submetidos a prostatectomia radical assistida por robótica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os doentes foram distribuídos por três grupos etários: menos de 70 anos (n=74), 70-74 anos (n=36) e 75 ou mais anos (n=34). A continência foi avaliada aos 1, 2, 3, 4 e 6 meses através do questionário EPIC-26 e da avaliação independente pelo cirurgião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aos três meses, a continência social, definida pelos autores a partir dos resultados do EPIC-26, foi alcançada por 85,1% dos homens com menos de 70 anos, 72,2% dos que tinham 70-74 anos e 58,1% dos ≥75 anos. Aos seis meses, as proporções subiram para 97,3%, 94,4% e 77,4%, respetivamente. A idade foi um preditor independente de recuperação mais tardia (HR 0,953; IC95% 0,933-0,973; p&lt;0,001).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo identificou ainda uma diferença entre a perceção dos doentes e a avaliação dos cirurgiões. Aos três meses, a continência sem recurso a penso foi estimada em 69,3% pelos cirurgiões, contra 37,3% segundo o EPIC-26, com concordância apenas moderada (κ=0,38).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os autores defendem, assim, a utilização sistemática de resultados reportados pelos próprios doentes na avaliação pós-operatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/42545635/">aqui</a>.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Cirurgia robótica reforça resposta da Urologia na ULS Arco Ribeirinho</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/cirurgia-robotica-reforca-resposta-da-urologia-na-uls-arco-ribeirinho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 07:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR) vai reforçar a sua capacidade tecnológica com a instalação, pela primeira vez, de um sistema de cirurgia robótica e de um equipamento de ressonância magnética, num investimento global de 4,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). O sistema de cirurgia robótica, [&#8230;]</p>
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]]></description>
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<p class="wp-block-paragraph">A Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR) vai reforçar a sua capacidade tecnológica com a instalação, pela primeira vez, de um sistema de cirurgia robótica e de um equipamento de ressonância magnética, num investimento global de 4,6 milhões de euros, financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sistema de cirurgia robótica, equipado com tecnologia de última geração, permitirá realizar procedimentos minimamente invasivos nas áreas de Urologia, Ginecologia e Cirurgia Geral. Segundo a ULSAR, a nova plataforma proporcionará maior precisão cirúrgica, contribuindo para aumentar a segurança clínica, reduzir o trauma operatório e favorecer uma recuperação mais rápida dos doentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A instituição destaca que este investimento representa um reforço da diferenciação dos cuidados prestados, permitindo disponibilizar técnicas cirúrgicas mais avançadas e reduzir a necessidade de encaminhar utentes para outras unidades do Serviço Nacional de Saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além da cirurgia robótica, a ULSAR passará a dispor, pela primeira vez, de um equipamento de ressonância magnética, capaz de realizar exames em doentes adultos e pediátricos em áreas como neurorradiologia, oncologia, cardiologia, imagiologia osteoarticular, mama e angiografia, entre outras valências. A aquisição insere-se na medida do PRR destinada à modernização do equipamento médico pesado e dos sistemas cirúrgicos robóticos do SNS.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Para além da primeira linha: personalização terapêutica no carcinoma urotelial metastático</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/para-alem-da-primeira-linha-personalizacao-terapeutica-no-carcinoma-urotelial-metastatico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 09:17:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Este foi o tema do simpósio da Merck no II Congresso Português de Urologia Oncológica, que decorreu nos dias 8 e 9 de maio, na Figueira da Foz.&#160;Rodrigo Vicente, da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra, discutiu os dados dos ensaios clínicos e de vida real relativos às terapêuticas de primeira linha no carcinoma urotelial [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Este foi o tema do simpósio da Merck no II Congresso Português de Urologia Oncológica, que decorreu nos dias 8 e 9 de maio, na Figueira da Foz.&nbsp;<strong>Rodrigo Vicente</strong>, da Unidade Local de Saúde (ULS) Amadora/Sintra, discutiu os dados dos ensaios clínicos e de vida real relativos às terapêuticas de primeira linha no carcinoma urotelial metastático, com destaque para a combinação de anticorpo conjugado com imunoterapia e para a quimioterapia com imunoterapia concomitante ou em manutenção.&nbsp;<strong>Ângela Dias</strong>, da ULS Almada/Seixal, moderou a sessão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A introdução de novas terapêuticas no carcinoma urotelial trouxe novos paradigmas e novas oportunidades aos nossos doentes”, explicou Rodrigo Vicente. “Na primeira linha metastática, temos várias opções e importa discutir não apenas o que tratar, mas também quem e quando tratar, num equilíbrio entre eficácia, toxicidade e preferências do doente”, prosseguiu o oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Rodrigo Vicente, “o tratamento do carcinoma urotelial é desafiante, pois falamos de doentes muitas vezes fumadores, idosos e com comorbilidades”. “Do ponto de vista biológico, o carcinoma urotelial cobre um amplo espectro, desde o aparelho baixo ao aparelho alto, desde doença não invasiva indolente até doença músculo-invasiva com padrões de metastização difíceis de prever”, clarificou o médico. “Além disso, temos ainda a agressividade das terapêuticas, quer em contexto precoce, quer em fases mais avançadas da doença”, completou o palestrante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rodrigo Vicente realçou também “as descobertas moleculares das últimas décadas no carcinoma urotelial, as quais redefiniram o tratamento da doença avançada”. “Atualmente, encontramo-nos numa era de personalização terapêutica, onde conjugamos várias classes farmacológicas e devemos ter especial atenção à sequenciação terapêutica”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com as&nbsp;<em>guidelines</em>, em primeira linha, os doentes com carcinoma urotelial avançado devem receber preferencialmente a combinação de enfortumab vedotina e pembrolizumab. Em caso de indisponibilidade ou contraindicação para esta associação, a seleção terapêutica deve basear-se na elegibilidade para platina: cisplatina, gemcitabina e nivolumab em doentes elegíveis apenas para cisplatina; platina e gemcitabina, seguidas de manutenção com avelumab, em doentes elegíveis para cisplatina ou carboplatina; imunoterapia em monoterapia em doentes não elegíveis para platina com expressão de PD-L1.<sup>1,2&nbsp;</sup>Seguidamente, o orador apresentou os ensaios clínicos de fase 3 que estiveram na base destas recomendações, ressalvando, contudo, que “não existem estudos aleatorizados de fase 3 de comparação direta entre estas terapêuticas no carcinoma urotelial metastático”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudo EV-302</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo EV-302 aleatorizou doentes com carcinoma urotelial avançado, elegíveis para platina, para tratamento de primeira linha com enfortumab vedotina + pembrolizumab vs. quimioterapia.<sup>3&nbsp;</sup>Tratava-se, portanto, de um “esquema isento de quimioterapia”, comentou Rodrigo Vicente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma mediana de seguimento de 17,2 meses, a combinação de enfortumab vedotina + pembrolizumab foi superior à quimioterapia, em termos de sobrevivência global (OS) e de sobrevivência livre de progressão (PFS). A mediana de OS foi de 31,5 meses no braço de enfortumab vedotina + pembrolizumab vs. 16,1 meses no braço da quimioterapia (HR=0,47); a mediana de PFS foi de 12,5 vs. 6,3 meses, respetivamente (HR=0,45).<sup>3&nbsp;</sup>A atualização dos dados aos 2,5 anos confirmou os resultados de sobrevivência, com taxas de resposta objetiva de 67,5% nos doentes tratados com enfortumab vedotina + pembrolizumab vs. 44,2% nos doentes que receberam quimioterapia.<sup>4&nbsp;</sup>“Todos os subgrupos beneficiaram da terapêutica com enfortumab vedotina + pembrolizumab, independentemente da expressão de PD-L1, da localização do tumor e da existência ou não de doença visceral metastática”<sup>4</sup>, realçou o oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No que respeita à segurança, “enfortumab vedotina + pembrolizumab apresenta um perfil de toxicidade único, com efeitos adversos cutâneos, neurológicos, metabólicos e pulmonares”, elencou o especialista.<sup>4</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um inquérito realizado a nível global sugeriu que “enfortumab vedotina + pembrolizumab poderá não ser adequado para todos os doentes”. Entre as potenciais contraindicações absolutas para esta combinação, os médicos inquiridos apontaram um ECOG&nbsp;<em>performance status&nbsp;</em>³3, distúrbios da retina ou da córnea, diabetes descompensada, neurotoxicidade de grau ³2, doença cutânea grave ou histologia atípica (componente urotelial &gt;50% ou disfunção hepática de grau ³2).<sup>5&nbsp;</sup>“Estes fatores não estão validados prospetivamente”, notou Rodrigo Vicente. Este questionário revelou ainda que, em doentes não elegíveis para enfortumab vedotina + pembrolizumab, 53,2% dos inquiridos preferiam esquemas de quimioterapia baseada em platina com avelumab de manutenção.<sup>5</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudo CheckMate 901</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo CheckMate 901 comparou nivolumab + cisplatina + gemcitabina vs. cisplatina + gemcitabina no tratamento de primeira linha de doentes com carcinoma urotelial avançado, elegíveis para cisplatina.<sup>6&nbsp;</sup>Esta foi, pois, “uma estratégia de intensificação terapêutica com quimioterapia e imunoterapia concomitante”, explicou Rodrigo Vicente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após uma mediana de seguimento de 33,6 meses, a mediana de OS foi de 21,7 meses no braço de nivolumab + cisplatina + gemcitabina vs. 18,9 meses no braço de cisplatina + gemcitabina (HR=0,78), com benefício da combinação de imunoterapia e quimioterapia vs. quimioterapia na maioria dos subgrupos analisados.<sup>6</sup>&nbsp;“A separação das curvas de sobrevivência ocorre após os primeiros 6 meses de terapêutica, o que nos leva a questionar se haverá uma verdadeira sinergia entre a quimioterapia e a imunoterapia quando administradas concomitantemente”<sup>6</sup>, comentou o orador.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A toxicidade de nivolumab + cisplatina + gemcitabina foi “a esperada para uma combinação de imunoterapia e quimioterapia, correspondendo ao que estamos habituados na nossa prática clínica”, referiu o oncologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudo JAVELIN Bladder 100</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Finalmente, o estudo JAVELIN Bladder 100 avaliou a melhor terapêutica de suporte com ou sem avelumab de manutenção, em doentes com carcinoma urotelial avançado, elegíveis para platina, com resposta ou doença estável após quimioterapia à base de platina em primeira linha.<sup>7</sup>&nbsp;“Estamos perante uma estratégia de consolidação com imunoterapia após quimioterapia e, portanto, devemos ser cautelosos nas comparações numéricas com outros ensaios clínicos”, esclareceu Rodrigo Vicente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A adição de manutenção com avelumab aos melhores cuidados de suporte prolongou significativamente a OS vs. melhores cuidados de suporte apenas”, afirmou o especialista. Após uma mediana de seguimento &gt;19 meses, a mediana de OS foi de 21,4 meses no braço de avelumab vs. 14,3 meses no braço controlo (HR=0,69).<sup>7&nbsp;</sup>Estes dados foram confirmados após um seguimento ³2 anos, com uma mediana de OS de 23,8 vs. 15,0 meses, respetivamente (HR=0,76).<sup>8&nbsp;</sup>Uma análise exploratória revelou ainda que, desde o início da quimioterapia em primeira linha, a mediana de OS foi de 29,7 meses no braço de avelumab vs. 20,5 meses no braço controlo (HR=0,77).<sup>9&nbsp;</sup>“O benefício de OS com avelumab de manutenção foi consistente nos subgrupos analisados, independentemente da expressão de PD-L1, da administração de 4 ou 6 ciclos de quimioterapia prévia e da localização do tumor”<sup>8</sup>, destacou o palestrante.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente à segurança de avelumab de manutenção, o oncologista assegurou que “na prática clínica, estamos muito habituados a gerir a toxicidade de uma monoterapia com imunoterapia” e que “avelumab não teve um impacto significativo na qualidade de vida dos doentes<sup>10</sup>”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudo DISCUS</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“A qualidade de vida dos doentes é uma preocupação para nós”, reiterou Rodrigo Vicente. “Haverá impacto, em termos de sobrevivência e de qualidade de vida, se em vez da administração de 6 ciclos de quimioterapia forem administrados apenas 3 ciclos de quimioterapia antes da manutenção com avelumab em primeira linha, em doentes com carcinoma urotelial avançado?”, indagou. Esta foi a pergunta à qual o DISCUS, um ensaio clínico de fase 2, procurou responder.<sup>11</sup>&nbsp;“O estudo confirmou que os doentes têm melhor qualidade de vida fazendo apenas 3 ciclos de quimioterapia vs. 6 ciclos, com resultados de sobrevivência e taxas de resposta semelhantes”<sup>11</sup>, partilhou o médico. Portanto, “esta poderá ser uma estratégia a aplicar na prática clínica”, considerou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Estudos de vida real</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nos últimos anos, conquistámos bastante experiência com avelumab de manutenção”, declarou Rodrigo Vicente, destacando alguns estudos de vida real que avaliaram a terapêutica de manutenção com avelumab em primeira linha, em doentes com carcinoma urotelial avançado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo AVAMUC, realizado em Portugal, incluiu 105 doentes provenientes de 13 instituições. Os resultados foram consistentes com os do estudo JAVELIN Bladder 100, com uma mediana de OS de 39,5 meses.<sup>12&nbsp;</sup>Rodrigo Vicente salientou que “os doentes expostos à imunoterapia durante o período da manhã podem beneficiar mais, em termos de sobrevivência, do que os doentes expostos ao tratamento durante a tarde (HR=0,35)”. Após progressão, 43% dos doentes receberam enfortumab vedotina, com uma mediana de OS de 23,1 meses desde o início da terapêutica com avelumab.<sup>12</sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em França, o estudo AVENANCE incluiu 595 doentes provenientes de 82 instituições.<sup>13</sup>&nbsp;“Este estudo incluiu uma população muito próxima da que observamos na prática clínica, com doentes piores relativamente ao ensaio clínico”, assinalou o orador. “Ainda assim, os dados estiveram em linha com os do JAVELIN Bladder 100”, enfatizou. A mediana de OS foi de 21,3 meses desde o início de avelumab e de 26,5 meses desde o início da quimioterapia em primeira linha.<sup>13</sup>&nbsp;No que concerne à sequenciação terapêutica, o médico realçou que “em doentes que receberam enfortumab vedotina em segunda linha, a mediana de OS foi de 41,5 meses”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por fim, o estudo japonês JAVEMACS incluiu 349 doentes provenientes de 26 instituições.<sup>14</sup>&nbsp;A mediana de OS foi de 30,6 meses,“confirmando o benefício da terapêutica de manutenção com avelumab”, inferiu o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Individualização do tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando prescrevemos uma terapêutica no carcinoma urotelial avançado, devemos entender os atributos do tratamento, as características do doente, as características da doença, e o acesso e custos da terapêutica”, lembrou Rodrigo Vicente. “Atualmente, temos três estratégias de primeira linha validadas”, prosseguiu. “Enfortumab vedotina com pembrolizumab é uma mudança de paradigma, mas a quimioterapia com imunoterapia concomitante ou em manutenção continua a ser relevante na prática clínica”, sublinhou o médico. “Portanto, a individualização terapêutica e a tomada de decisão partilhada são essenciais”, concluiu.</p>



<p class="has-medium-font-size wp-block-paragraph"><strong>Referências:</strong></p>



<ol start="1" class="wp-block-list">
<li>Powles T, et al. Ann Oncol. 2024;35(6):485-490.</li>



<li>EAU Guidelines on Muscle-invasive and Metastatic Bladder Cancer 2026.</li>



<li>Powles T, et al. N Engl J Med. 2024;390(10):875-888.</li>



<li>Powles T, et al. Ann Oncol. 2025;36(10):1212-1219.</li>



<li>Grande E, et al. Oncologist 2025;30(10):oyaf333.</li>



<li>van der Heijden MS, et al. N Engl J Med. 2023;389(19):1778-1789.</li>



<li>Powles T, et al. N Engl J Med. 2020;383(13):1218-1230.</li>



<li>Powles T, et al. J Clin Oncol. 2023;41(19):3486-3492.</li>



<li>Sridhar S, et al. J Clin Oncol. 2023;41(6_suppl):508.</li>



<li>Grivas P, et al. Eur Urol 2023;83(4):320-328.</li>



<li>Powles T, et al. Ann Oncol 2026;37(2):250-259.</li>



<li>Gonçalves L, et al. Cancers 2025;17(5):898.</li>



<li>Barthélémy P, et al. Eur Urol Oncol 2025;8(2):407-416.</li>



<li>Kobayashi T, et al. J Clin Oncol 2026;44(7_suppl):674.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">PT-AVE-00179</p>



<p class="wp-block-paragraph">Data de preparação 06/2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Merck, S.A</p>



<p class="wp-block-paragraph">Edifício DUO Miraflores, Alameda Fernão Lopes, 12 – 5º, 1495-190 Algés, Portugal</p>



<p class="wp-block-paragraph">NIPC: 500 650&nbsp;870</p>
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			</item>
		<item>
		<title>FOCUS‑ON: Atualização clínica em Oncologia</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/focus-on-atualizacao-clinica-em-oncologia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Jul 2026 07:11:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Como tem evoluído a abordagem no Cancro da Próstata? O FOCUS-ON consiste num programa educacional concebido pelo Departamento Médico da Pfizer, composto por 7 módulos destinados a profissionais de saúde, que abordam diferentes temas da oncologia urológica com base na evidência científica disponível e na prática clínica. Neste contexto, o Departamento Médico da Pfizer Portugal [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Como tem evoluído a abordagem no Cancro da Próstata? O FOCUS-ON consiste num programa educacional concebido pelo Departamento Médico da Pfizer, composto por 7 módulos destinados a profissionais de saúde, que abordam diferentes temas da oncologia urológica com base na evidência científica disponível e na prática clínica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste contexto, o Departamento Médico da Pfizer Portugal desenvolveu o FOCUS‑ON, um curso em formato e‑learning, on‑demand, concebido para apoiar a prática clínica através de uma abordagem científica e atual.<br>O curso reúne especialistas nacionais e está organizado em diferentes módulos dedicados a várias patologias oncológicas, incluindo: cancro do pulmão, cancro da mama, cancro da próstata e mieloma múltiplo</p>



<p class="wp-block-paragraph">O FOCUS‑ON tem como principais objetivos: contribuir para a melhoria do diagnóstico, estadiamento e follow-up dos doentes oncológicos e atualizar o conhecimento sobre opções terapêuticas e gestão de complicações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Registe‑se na plataforma e aceda ao curso através deste <a href="https://grv-eu-production.pfizer-eu.auth0.com/login?state=hKFo2SAyZ2hoeWgyV3puTW8wMndOWFVQcEVPYkRfYWpjaGNQdqFupWxvZ2luo3RpZNkgdHgtc0thYTRYVHZpMm5TeEVBOWV1NEFxU2RYekowWW-jY2lk2SBJc3ExbWdVemVaaG5GQWg4UjFzZlBzQ0JXbUZUUVc5Rg&amp;client=Isq1mgUzeZhnFAh8R1sfPsCBWmFTQW9F&amp;protocol=oauth2&amp;response_type=code&amp;scope=openid%20profile%20email%20offline_access&amp;redirect_uri=https%3A%2F%2Fmedia.pfizermedical.pt%2Fgrv%2Fauthorize&amp;appId=11518170-e334-4de3-a714-5458a89454a9&amp;appVersion=production&amp;clientId=6827174eb7ce0&amp;mock=false&amp;locale=pt-pt&amp;env=production&amp;origin=https%3A%2F%2Fmedia.pfizermedical.pt&amp;screen=sign_in&amp;audience=https%3A%2F%2Fgrv-backend.pfizer.com&amp;form=signIn&amp;grv_analytics=true" data-type="link" data-id="https://grv-eu-production.pfizer-eu.auth0.com/login?state=hKFo2SAyZ2hoeWgyV3puTW8wMndOWFVQcEVPYkRfYWpjaGNQdqFupWxvZ2luo3RpZNkgdHgtc0thYTRYVHZpMm5TeEVBOWV1NEFxU2RYekowWW-jY2lk2SBJc3ExbWdVemVaaG5GQWg4UjFzZlBzQ0JXbUZUUVc5Rg&amp;client=Isq1mgUzeZhnFAh8R1sfPsCBWmFTQW9F&amp;protocol=oauth2&amp;response_type=code&amp;scope=openid%20profile%20email%20offline_access&amp;redirect_uri=https%3A%2F%2Fmedia.pfizermedical.pt%2Fgrv%2Fauthorize&amp;appId=11518170-e334-4de3-a714-5458a89454a9&amp;appVersion=production&amp;clientId=6827174eb7ce0&amp;mock=false&amp;locale=pt-pt&amp;env=production&amp;origin=https%3A%2F%2Fmedia.pfizermedical.pt&amp;screen=sign_in&amp;audience=https%3A%2F%2Fgrv-backend.pfizer.com&amp;form=signIn&amp;grv_analytics=true">link</a>. </p>



<p class="wp-block-paragraph">EM-PRT-ONC-0039 Versão 1.0</p>



<p class="wp-block-paragraph">PP-UNP-PRT-1624 | junho 2026</p>
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		<title>A importância da prevenção da doença cardiovascular e osteoporótica no doente uro-oncológico</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/a-importancia-da-prevencao-da-doenca-cardiovascular-e-osteoporotica-no-doente-uro-oncologico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Gonçalo Martins]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 21 Jul 2026 09:39:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quer pela doença oncológica de base, quer em consequência dos tratamentos antineoplásicos, os doentes com cancro de próstata enfrentam um elevado risco de desenvolver doença cardiovascular e de sofrer fraturas osteoporóticas. O cardiologista Carlos Aguiar e reumatologista Maria João Salvador foram ao congresso anual da Sociedade Portuguesa de Urologia Oncológica abordar as melhores estratégias de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quer pela doença oncológica de base, quer em consequência dos tratamentos antineoplásicos, os doentes com cancro de próstata enfrentam um elevado risco de desenvolver doença cardiovascular e de sofrer fraturas osteoporóticas. O cardiologista <strong>Carlos Aguiar</strong> e reumatologista <strong>Maria João Salvador</strong> foram ao congresso anual da Sociedade Portuguesa de Urologia Oncológica abordar as melhores estratégias de prevenção para esta população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A necessidade de proporcionar um acompanhamento multidisciplinar do doente diagnosticado com doença uro-oncológica foi o tema do simpósio “Para além da terapêutica hormonal: Tratar o cancro, proteger o doente”, organizado pela Jaba Recordati no II Congresso Português de Urologia Oncológica, que decorreu a 8 e 9 de maio na Figueira da Foz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cardiologista Carlos Aguiar, diretor da Unidade de Insuficiência Cardíaca Avançada e Transplante Cardíaco no Hospital Santa Cruz – Unidade Local de Saúde (ULS) de Lisboa Ocidental, começou por lembrar os números que sustentam a importância desta visão integrada do doente: o cancro da próstata é o mais frequente entre a população masculina em Portugal e as doenças cardiovasculares continuam a ser a principal causa de morte no País. Com estas duas realidades “temos o potencial para a tempestade perfeita”, admitiu o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isto porque, atualmente, a maior parte dos doentes diagnosticados com neoplasia da próstata em fase precoce, à volta de 95%, já consegue ultrapassar os cinco anos de sobrevivência e, sendo a idade o principal fator de risco para o desenvolvimento da doença cardiovascular, estes doentes acabam por, com o envelhecimento, ficar expostos aos fatores de risco cardiovascular gerais da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A par da idade, o doente com cancro de próstata muitas vezes também partilha os mesmos fatores de risco do doente cardiovascular. É o caso dos hábitos tabágicos, da obesidade, do sedentarismo e outros fatores que, não estando diretamente implicados no desenvolvimento desta patologia oncológica, estão frequentemente mal controlados no doente com cancro de próstata, como a hipertensão arterial, a dislipidemia e a diabetes mellitus. A todos estes, associa-se um quadro inflamatório que funciona como terreno fértil para o desenvolvimento da doença cardiovascular e do cancro de próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro elemento que, segundo Carlos Aguiar, contribui para o aumento do risco cardiovascular do doente com cancro de próstata são “os efeitos cardiovasculares nocivos das terapêuticas que necessitamos de utilizar para tratar o cancro da próstata”. Daí que o cardiologista tenha lembrado as <em>guidelines</em> da <em>European Society of Cardiology</em> (ESC) para o maneio do risco cardiovascular dos doentes oncológicos, nas quais é recomendado “sempre que possível, utilizar medicamentos que tenham mais segurança cardiovascular, será o melhor para esta população que já tem um risco aumentado” para a doença cardiovascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atendendo aos riscos conhecidos, Carlos Aguiar considera fundamental que, logo no momento do diagnóstico da doença oncológica, o urologista ou oncologista que segue o doente avalie o risco cardiovascular que este apresenta, antes de escolher a terapêutica mais adequada. Essa avaliação passa por perguntar ao doente se já teve uma doença cardiovascular – enfarte, doença arterial periférica, doença coronária – ou se tem diagnóstico de diabetes, sobretudo se já tem lesão de órgão alvo, inquirir se tem doença renal crónica, se existem casos de hipercolesterolemia familiar ou se tem um colesterol LDL acima de 190mg/dL, um valor que por si só já indica um historial genético de hipercolesterolemia. Ferramentas como o SCORE2 e o SCORE2-OP, amplamente usados na Medicina Geral e Familiar, podem ser também utilizados por outras especialidades para estratificar o risco cardiovascular de cada doente e “toda a gente que tem um risco elevado e muito elevado, à partida, tem automaticamente de fazer terapêutica farmacológica para uma redução agressiva do colesterol”, acrescentou o orador. Reduções que implicam enquadrar o doente nos parâmetros recomendados pela ESC: um doente com risco cardiovascular muito elevado deve manter o colesterol LDL inferior a 55 mg/dL, com risco elevado deve manter o LDL inferior a 70 mg/dL, com risco moderado deve manter o LDL inferior 100 mg/dL e o doente com risco cardiovascular baixo deve manter os níveis de colesterol LDL abaixo dos 115 mg/dL.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Da experiência que tem da prática clínica, Carlos Aguiar considera ser mais fácil o doente tomar em consideração as recomendações do urologista ou do oncologista para redução do risco cardiovascular, já que estarão englobadas na estratégia global do tratamento oncológico. E nessa estratégia, para além das ferramentas farmacológicas, deve englobar a alteração de estilo de vida – prática de exercício físico, alimentação saudável – fundamental para a redução do risco cardiovascular do doente com cancro de próstata.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não obstante, aconselhou o especialista, é elementar referenciar o doente para a especialidade de Cardiologia ou Cardio-Oncologia se este apresentar um quadro clínico de risco extremo – por exemplo, se tiver insuficiência cardíaca, insuficiência ventricular esquerda, for hipertenso ou diabético não controlado – para serem utilizadas “soluções mais agressivas para controlar os fatores de risco”, concluiu o cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cuidar da saúde osteoarticular deve começar antes do tratamento oncológico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria João Salvador, reumatologista na ULS de Coimbra, também lembrou logo no início da intervenção que “o doente oncológico não é só o tumor e não interessa tratar só o tumor”. Toda a complexidade da doença oncológica e dos efeitos secundários dos tratamentos concorre para a diminuição da qualidade de vida do doente, com quadros de dor, de perda de funcionalidade, de perda de peso e até depressão que é necessário abordar numa visão integrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Relativamente ao acompanhamento pela Reumatologia do doente com cancro da próstata, a especialista reconheceu que os fármacos que mudaram o paradigma do tratamento do cancro da próstata, e não só, como os inibidores de <em>checkpoint</em> imunitário, trouxeram desafios às equipas pelos efeitos secundários osteoarticulares. Por esse motivo, Maria João Salvador defendeu que a aposta deve ser a proteção óssea, iniciada, se possível, antes de o doente começar os tratamentos para a doença oncológica – seja a quimioterapia, a radioterapia ou a cirurgia – sendo que a atividade física desempenha nesta estratégia um papel fundamental. “Queremos essencialmente que o doente se mexa. Toda a população, na globalidade, deve fazer exercício físico e isso é o ideal para a prevenção cardiovascular, mas é extremamente importante também para manutenção da força muscular, da mobilidade articular e da capacidade que este doente depois vai ter para se mover”, sublinhou a oradora, destacando ser importante assegurar que o doente, terminados os tratamentos oncológicos, consegue recuperar para a sua vida ativa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com impacto reconhecido na prevenção da doença cardiovascular, das doenças osteoarticulares, na diminuição do risco de quedas nos idosos e na melhoria dos indicadores de saúde mental, o <em>American College of Sports Medicine</em> (ACSM) emitiu recomendações de exercício físico para a melhoria da qualidade de vida do doente oncológico, assim como a Liga Portuguesa Contra o Cancro também publicou orientações nesse sentido. A prescrição deve ter em conta o gosto individual do doente, as estruturas de proximidade (piscinas, ginásios, etc.) e a capacidade financeira, mas atividades de impacto baixo ou moderado como a natação, a dança, a caminhada rápida, o ciclismo, o ioga ou o pilates, praticados 2 a 3 vezes por semana durante 30 a 60 minutos preenchem os requisitos das <em>guidelines</em> nacionais e internacionais, não esquecendo que devem ser sempre avaliadas as contraindicações de cada indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso específico do doente com cancro da próstata, Maria João Salvador lembrou que este está particularmente exposto ao risco de desenvolver osteoporose, pela neoplasia em si e pela terapia de privação androgénica que o deixa no mesmo risco feminino pós-menopáusico de desenvolver doença osteoporótica e de fratura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim sendo, para a reumatologista é imperativo que o doente, antes do início da terapêutica para o cancro da próstata, realize uma densitometria óssea que irá atribuir o valor T-score, comparativamente com o esperado para a idade do doente. Se a densidade mineral do osso estiver acima de -1 é considerado normal, se estiver entre -1 e -2,5 tem parâmetro de osteopenia e se for -2,5 ou inferior há osteoporose estabelecida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É igualmente importante avaliar os níveis de vitamina D do doente, pois é reconhecido que a população portuguesa tem défice desta vitamina essencial para a saúde óssea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se o doente já tiver um quadro de osteoporose estabelecido é orientado para tratamento. Para além das recomendações de atividade física, de nutrição para uma dieta rica em cálcio, a reumatologista falou na necessidade de suplementação com vitamina D (800-1000 Ul/dia) e com cálcio (1000 -1200mg/dia) que terá de ser associada a tratamento complementar. Neste ponto, os bifosfonatos têm uma boa resposta e compliance, tal como os inibidores de RANKL, como o denosumab, “têm mostrado muita eficácia na prevenção de fraturas e no tratamento de osteoporose nestes doentes, inclusive com o aumento da densidade mineral óssea”, sublinhou a oradora. O estudo <em>Denosumab in men receiving androgen-deprivation therapy for prostate cancer</em> – publicado em 2009 por Smith, Matthew R. <em>et al</em> no <em>New England Journal of Medicine</em> – mostrou a boa adesão ao tratamento e a eficácia da molécula na melhoria da densidade óssea, tanto em doentes com osteoporose, como em doentes com osteopenia. Na perspetiva de Maria João Salvador, os doentes com osteopenia também beneficiam do tratamento com denosumab, sobretudo se tiverem fatores de risco associados, e nessa medida “será um doente para tratar e para investir”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, concluiu Maria João Salvador, “a intervenção, se for atempada desde o início do tratamento, pode ajudar-nos, realmente, a evitar as fraturas e todas as complicações que daí advêm”, nomeadamente as fraturas do colo do fémur, que têm uma elevada taxa de morbilidade e de mortalidade associada.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Os conteúdos são da exclusiva responsabilidade dos autores.</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">Jaba Recordati, S.A. Av. Jacques Delors, Ed. Inovação 1.2, Piso 0 – Taguspark, 2740-122 Porto Salvo, Tel. 214329500, www.recordati.pt, NIF.500492867</p>



<p class="has-small-font-size wp-block-paragraph">PT-NPS-0213.26</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Diagnóstico tardio continua a comprometer o prognóstico do cancro da próstata</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/diagnostico-tardio-continua-a-comprometer-o-prognostico-do-cancro-da-prostata/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 07 Jul 2026 12:38:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O adiamento da avaliação médica, motivado pela desvalorização dos sintomas urinários e pelo estigma associado às doenças da próstata, continua a constituir um dos principais obstáculos ao diagnóstico precoce do cancro da próstata. Sob o mote “A consulta que ficou para depois”, o alerta é lançado numa altura em que as projeções internacionais apontam para [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O adiamento da avaliação médica, motivado pela desvalorização dos sintomas urinários e pelo estigma associado às doenças da próstata, continua a constituir um dos principais obstáculos ao diagnóstico precoce do cancro da próstata. Sob o mote “A consulta que ficou para depois”, o alerta é lançado numa altura em que as projeções internacionais apontam para um aumento expressivo da incidência, podendo os novos casos anuais duplicar de 1,4 milhões para 2,9 milhões até 2040.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Portugal, estima-se que surjam cerca de 7.500 novos casos por ano, refletindo o impacto crescente da doença no contexto do envelhecimento populacional. Apesar da elevada probabilidade de sucesso terapêutico quando identificado precocemente, muitos homens continuam a associar sintomas urinários, como a nictúria, o jato urinário fraco ou a dificuldade em iniciar a micção, ao processo natural de envelhecimento, atrasando a procura de cuidados de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o urologista e diretor clínico do Instituto da Próstata, José Santos Dias, o principal desafio reside no momento em que os doentes chegam à consulta. O especialista sublinha que a ausência de dor é frequentemente interpretada como ausência de doença, quando o toque retal e a determinação do PSA continuam a ser exames essenciais na avaliação clínica e na deteção precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Também a Associação Portuguesa dos Doentes da Próstata defende o reforço da literacia em saúde e o combate ao estigma associado às alterações urinárias e da função sexual, fatores que continuam a condicionar a procura atempada de acompanhamento especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para apoiar a sensibilização, a Recordati Portugal promove a plataforma digital prostata-hbp.pt, que disponibiliza informação sobre patologias da próstata, sintomas urinários e sinais de alerta, procurando incentivar uma abordagem mais precoce e informada perante alterações persistentes.</p>
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		<item>
		<title>Novas bolsas apoiam investigação em Urologia Oncológica</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/novas-bolsas-apoiam-investigacao-em-urologia-oncologica/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:34:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC-NRN) atribuiu três novas bolsas de investigação clínica, distinguindo projetos centrados na deteção precoce do cancro da bexiga, na identificação de biomarcadores no cancro da próstata e na monitorização de doentes submetidos a terapêutica com células CAR-T. Os projetos premiados são desenvolvidos pela Faculdade [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Núcleo Regional do Norte da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC-NRN) atribuiu três novas bolsas de investigação clínica, distinguindo projetos centrados na deteção precoce do cancro da bexiga, na identificação de biomarcadores no cancro da próstata e na monitorização de doentes submetidos a terapêutica com células CAR-T.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os projetos premiados são desenvolvidos pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e pelo Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto. Cada bolsa tem o valor de 15 mil euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa assinala a primeira edição de um novo programa de bolsas de investigação clínica criado pelo LPCC-NRN. As bolsas recebem os nomes de três figuras marcantes da história da instituição e da Oncologia portuguesa: João Santos Ferreira, fundador do Núcleo Regional do Norte da Liga; Cardoso da Silva, pioneiro no desenvolvimento da Oncologia em Portugal; e Maria Helena Quinta, fundadora do Voluntariado da Liga.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o presidente do LPCC-NRN, Vítor Veloso, os projetos distinguidos poderão contribuir para avanços com impacto futuro na prática clínica e terapêutica.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Depressão associada a maior risco de incontinência urinária</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/depressao-associada-a-maior-risco-de-incontinencia-urinaria/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 11:24:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A presença persistente de sintomas depressivos ao longo do tempo está associada a uma maior probabilidade de incontinência urinária (IU), segundo um estudo que analisou dados de duas grandes coortes longitudinais: o Health and Retirement Study (HRS), dos Estados Unidos, e o English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), do Reino Unido. Os investigadores avaliaram 6345 [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A presença persistente de sintomas depressivos ao longo do tempo está associada a uma maior probabilidade de incontinência urinária (IU), segundo um estudo que analisou dados de duas grandes coortes longitudinais: o Health and Retirement Study (HRS), dos Estados Unidos, e o English Longitudinal Study of Ageing (ELSA), do Reino Unido.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os investigadores avaliaram 6345 participantes do HRS e 2218 do ELSA, recorrendo à escala CES-D de oito itens para medir sintomas depressivos totais e as suas componentes somática e cognitivo-afetiva. A incontinência urinária foi definida como qualquer episódio de perda involuntária de urina nos 12 meses anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que participantes com trajetórias moderadas e graves de sintomas depressivos apresentaram maior probabilidade de IU. No HRS, as trajetórias moderadas e graves associaram-se a aumentos de 22% e 30% no risco, respetivamente. No ELSA, a associação foi significativa para a trajetória grave, com um aumento de 62%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A análise revelou ainda que tanto os sintomas somáticos como os cognitivo-afetivos da depressão se associaram à IU. Os autores concluem que a monitorização longitudinal dos sintomas depressivos poderá contribuir para uma melhor compreensão dos fatores associados à incontinência urinária em adultos mais velhos, defendendo mais investigação sobre os mecanismos biológicos e comportamentais subjacentes a esta relação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/41865646/">aqui</a>.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Bolsa de investigação em Urologia recebe candidaturas até 21 de julho</title>
		<link>https://myurologia.pt/atualidade/bolsa-de-investigacao-em-urologia-recebe-candidaturas-ate-21-de-julho/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Sofia Dutra]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Jun 2026 15:41:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://myurologia.pt/?p=442</guid>

					<description><![CDATA[<p>A Associação Portuguesa de Urologia (APU) tem candidaturas abertas para a Bolsa de Investigação em Urologia 2026, uma iniciativa destinada a apoiar projetos originais de investigação nesta especialidade. A bolsa atribui ao projeto vencedor um financiamento até 9.000 euros. Podem concorrer urologistas membros associados da APU, em pleno uso dos seus direitos, sendo igualmente exigida [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">A Associação Portuguesa de Urologia (APU) tem candidaturas abertas para a Bolsa de Investigação em Urologia 2026, uma iniciativa destinada a apoiar projetos originais de investigação nesta especialidade. A bolsa atribui ao projeto vencedor um financiamento até 9.000 euros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Podem concorrer urologistas membros associados da APU, em pleno uso dos seus direitos, sendo igualmente exigida a regularização das quotas dos restantes elementos da equipa que sejam associados da sociedade científica. Os projetos devem enquadrar-se no campo da investigação em Urologia e ter uma duração máxima de 18 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As candidaturas devem ser submetidas até 21 de julho de 2026, num ficheiro PDF contendo resumo, orçamento, descrição do projeto, carta de motivação, identificação da equipa e currículos resumidos dos investigadores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A avaliação será realizada pela Comissão Científica da APU, que comunicará os resultados até 60 dias após o encerramento do período de candidaturas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A bolsa é patrocinada pela Jaba Recordati.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Saiba mais <a href="https://apurologia.pt/bolsa-de-investigacao-em-urologia-de-2026/">aqui</a>.</p>
<p>O conteúdo <a href="https://myurologia.pt/atualidade/bolsa-de-investigacao-em-urologia-recebe-candidaturas-ate-21-de-julho/">Bolsa de investigação em Urologia recebe candidaturas até 21 de julho</a> aparece primeiro em <a href="https://myurologia.pt">My Urologia</a>.</p>
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